tempo
Tempo,
Qual é a tua idade?
O que és ó tempo?
E a qual a tua relatividade?
O que sou eu para ti?
Quantos como eu já tu viste passar?
Será que de mim te irás lembrar?
És a escuridão,
onde tudo começa e acaba,
és a genese da criação
e o fim onde tudo desagua.
passo por essa infinidade,
que não é mais do que a tua totalidade
e com uma tal brevidade
que nem ver me consegues...
Mas penso que mesmo curto e breve,
não cedo à escuridão e encho o peito de ar,
para te anunciar, para te desafiar...
e a plenos pulmões afirmar
que mesmo curto e breve,
não me deixarei diminuir
pela brevidade que possas achar
que a minha vida é!

