rascunhos

Páginas soltas de um caderno queimado á beira mar por três MENINOS que se alimentam DA LUZ...

março 12, 2013

Um jogo de berlindes

Este céu de nuvens negras
nunca vai conseguir tapar,
este meu sol a brilhar.

Que radiantemente não pára de iluminar,
esta carcaça velha a definhar.

Acordo lentamente,
para esta Aurora permanente!
Espreguiço um braço atrás do outro,
e devagar,
devagarinho,
com muita calma,
levanto as persianas da alma!

Sou imediatamente invadido
por uma calmaria inexistente,
como um tempo à muito perdido
onde até Adão terá sentido!

Embora parado a observar
sinto-me vivo, 
destemido
tentado a sonhar,
a acreditar,
que fui feito para voar!

Sinto em mim todas as almas deste Mundo
e vejo o Universo como verdadeiramente o é.
Um jogo de berlindes sem fundo... 

 








Chega!

Cansaço que me corrói
de carregar este Mundo e o outro
e tu ainda me vens chatear,
para ter espaço para amar.

Chega, basta oiço-me a gritar
Quem é? não sei, mas resulta!
Já me sinto a parar, quiçá a mudar...
Onde começou esta luta?
que tenta tranquilamente controlar,
este trapo corrompido e decadente?
Este estranho ser
(talvez algum vidente)
que no futuro consegue ver
algo que não é real.

Mas deixo-me levar,
qual pena a flutuar,
e sinto-me a sorrir
sem sequer tentar.
Que estranho espelho este
que me reflecte o sol e o luar
e me responde que é tempo de mudar.
Chega, basta! Oiço-o a gritar!!!