há ir e voltar
Sinto a tua falta
sempre que estou presente,
nessas ausências constantes
que me deixam alternadamente
ora triste, ora contente.
E quando muito demoradas,
até fico doente!
Mas voltas sempre,
como o sol
todas as manhãs a brilhar;
como o mar
com as ondas a avançar;
e como a lua
para as noites iluminar.
Não sei porque,
porque continuas a voltar?
porque regressas à minha caverna?
para que eu te possa amar?
ou vens só para me torturar?
Não sei,
nem sei se quero saber,
nem se o conseguiria perceber...
Respiro fundo e tento acreditar,
que as razões que te fazem voltar,
são as que a própria razão desconhece...
