Um jogo de berlindes
Este céu de nuvens negras
nunca vai conseguir tapar,
este meu sol a brilhar.
Que radiantemente não pára de iluminar,
esta carcaça velha a definhar.
Acordo lentamente,
para esta Aurora permanente!
Espreguiço um braço atrás do outro,
e devagar,
devagarinho,
com muita calma,
levanto as persianas da alma!
Sou imediatamente invadido
por uma calmaria inexistente,
como um tempo à muito perdido
onde até Adão terá sentido!
Embora parado a observar
sinto-me vivo,
destemido
tentado a sonhar,
a acreditar,
que fui feito para voar!
Sinto em mim todas as almas deste Mundo
e vejo o Universo como verdadeiramente o é.
Um jogo de berlindes sem fundo...

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