rascunhos

Páginas soltas de um caderno queimado á beira mar por três MENINOS que se alimentam DA LUZ...

março 12, 2013

Um jogo de berlindes

Este céu de nuvens negras
nunca vai conseguir tapar,
este meu sol a brilhar.

Que radiantemente não pára de iluminar,
esta carcaça velha a definhar.

Acordo lentamente,
para esta Aurora permanente!
Espreguiço um braço atrás do outro,
e devagar,
devagarinho,
com muita calma,
levanto as persianas da alma!

Sou imediatamente invadido
por uma calmaria inexistente,
como um tempo à muito perdido
onde até Adão terá sentido!

Embora parado a observar
sinto-me vivo, 
destemido
tentado a sonhar,
a acreditar,
que fui feito para voar!

Sinto em mim todas as almas deste Mundo
e vejo o Universo como verdadeiramente o é.
Um jogo de berlindes sem fundo...