rascunhos

Páginas soltas de um caderno queimado á beira mar por três MENINOS que se alimentam DA LUZ...

setembro 28, 2006

Novas de sempre II

Felizes e livres os pássaros voam nos seus jardins predilectos onde não existem gaiolas.

setembro 25, 2006

tulipa


Consegui alcançar
o topo dessa muralha,
só preciso de me içar
para no teu mundo entrar.
Consigo observar,
para lá dessa montanha, de pedra gelada,
que te está a abrigar;
de tudo... o que te quer maltratar !
Vejo-te a germinar
nesse jardim magnifico;
e fico a contemplar
esse processo doloroso,
que é o teu desabrochar.
Muito lento e cuidadoso !
Vais devagar,
porque a presa é a tua inimiga;
minha amiga, perfeição .
E é por seres tão antiga,
que padece o coração
de quem te tenta alcançar...

setembro 19, 2006

betandwin

Sou mais um demente
Porque estou quente, ardente
Sem duvida, carente
Porque estás ausente

AMO-TE,
mas nem tu o sabes
és o que quero
para sempre, e, infinito
mas tu não me queres
quanto mais, oferecido

Não sonhas que o amor
que nutro por ti é prá casar !
mas não me posso denunciar
pois a muitos causava DOR...

“mais um amor proibido”
numa expressão sem sentido
mas preciso de ti para sobreviver
és a única LUZ que desejo ver !

não sabes o que sinto
nem “NUNCA” vais saber
pois eu minto
quando me tentas conhecer

Vou ficar á espera
Que sintas o mesmo
Mas, que,
Consigas ser melhor
Do que eu era
E declares o amor
Que causa tanta DOR

DESEPERO a esperar...
Para que me queiras AMAR !!!!!

setembro 09, 2006

Amar como um tolo

Dar como um todo,
Amar como um tolo.

Investir desinteligentemente na irritação do silêncio,
e na cobardia de fugir ao diálogo, na auto ilusão da dureza de personalidade.

A pureza da verdade dos sentimentos, que emoções, de verdade têm de tudo, menos razões.

Personalidade não é doença nem tormento entre dois pólos,
é pertença, se saudável, qual constância no silêncio entre dois rasgados solos.

Amar como um tolo, é deixar o chantilly e consumir o espaço vazio do centro do bolo.

Amar como um tolo, é esconder na irritação do silêncio, o exorcismo da dor.

Pois a mim já me não dói tudo aquilo que me mói,
pelo lado da razão, as coisas do coração.

Serei trigo, farinha e pão e por mim vou matar fome.

Talvez assim ainda veja um sorriso de criança,
entregue à fria matança,
de uns pais sem confiança,
que em desamor e vingança,
desistam de o ver nascer.

Renasço assim moribundo,
revoltado, furibundo,
iludido, mas no fundo,
feliz sim, mas noutro mundo.

Amar como um tolo,
Dar como um todo,
Tudo o que tinha para dar.

Enfim,
fico bem assim.

setembro 06, 2006

perversidade


fico contente com a tragédia !
não a minha, mas a tua.
fico radiante a observar
essa comédia,
que te faz chorar

sinto um contentamento contente
quando te vejo suspirar
coloco o meu sorriso sarcástico
ou talvez meramente plástico
enquanto te estão a torturar

por mais que não aprove
(a minha conduta maligna)
não consigo deixar de a ter
pois adoro-te ver,
quando estás a sofrer !