rascunhos

Páginas soltas de um caderno queimado á beira mar por três MENINOS que se alimentam DA LUZ...

setembro 21, 2008

saudades

Vejo-te através da penumbra,
nesse limbo de nevoeiro
não sei quem vislumbro
apenas te sinto o cheiro...
familiar,
como o odor a mar
fresco e temível,
quisá...
irresisitível.

perco-me repentinamente,
entre fragancias dormentes,
procuro-te desesperadamente...
mas não me consigo encontrar.

setembro 10, 2008

banco de jardim

Tábuas verdes apodrecidas,
de madeira já envelhecida
assentes em ferros forjados
com parafusos desmiolados.

sempre lá, imóvel e frio
dia e noite sem mudar
venha chuva, o mar ou o rio,
nada o consegue transformar.

ao sol a esturricar,
na lua a congelar,
constantes pessoas a passar
e, pássaros a defecar.

quantos velhos já sentaste,
quantas mortes choraste,
antes do dia nascer...
tudo pode acontecer.