rascunhos

Páginas soltas de um caderno queimado á beira mar por três MENINOS que se alimentam DA LUZ...

Janeiro 22, 2012

Falsas intenções

Atento às iniciativas,
A essas macabras investidas.
De quem me quer mal,
De quem me quer chacinar,
Como a um qualquer animal.
Sempre a disfarçar,
Intenções e sensações.
E ainda pior, emoções.

Atracção fatal
Para uma injecção letal.
Qual mosca numa teia
Vou levar uma tareia…

Macabro, este prazer
De quem promete oferecer,
Quente ilusão,
Congela-me o coração,
Que tremenda desilusão!!!!

De que vale sonhar?
Ou meramente pensar?
Se tudo queres matar?
Sofro em silêncio
Sem me revelar,
Sem ninguém saber,
Até parte de mim morrer.

Janeiro 17, 2012

Jogo da Mama


Sob os penedos riscados
da imundice citadina
os corpos abandonados
cobertos pela batina.

Lá de cima lançados
por seguirem a doutrina,
toda a vida de olhos fechados
ludibriados pela rotina.

Os seus dogmas cansados
lançaram-les a ruína.
E lá do alto de cima
curando a peste suína,
voaram engasgados
engasgram-se com a batina.

Nos edificios abandonados
sob indiferença deshumana,
todos os porcos mal queimados,
consumidos e rejeitados
por individuos engravatados
com consumo de fama
se consumiram na trama
do "Jogo da Mama".

Depois de consumados,
cega a fé na mesma doutrina,
chegam mais porcos doutrinados
obstinados em manter o fado
de quem mama na rotina.


Junho 10, 2011

Por cá

Por cá

Por cá caí de novo como uma manhã que não vem,
por cá também, vi que o sol nunca se pôs.

Por cá vi as vozes que se recusam calar como o tempo.

Por cá vejo e fico. O tempo não se passa por aqui, pelo contrário, vai ficando.

E assim fico eu, cantarolando só, na companhia de quem canta também.

Por cá os dias amanhecem nas vidas que se dão.

Por cá as noites vão ou vêm, mas invariavelmente são!

Fevereiro 09, 2011

Conheces o tempo?


Tantos rumos, grandes distancias,
tantos mundos por descobrir.
Observo a estrada aliciante
pela qual, um dia, me deixarei seduzir.

A minha vontade é já partir
sem remorso de soltar amarras,
se um dias este mundo me o permitir
voarei mesmo sem ter asas.

As despedidas são emotivas
e avivam o desejo de regressar,
mas o Novo Mundo quer-se mostrar
e é impossivel não sair com a partida!

Perante os espiritos sedentos,
novas terras desfilam,
de novas àguas, novos ventos,
puxando à superfície novos rebentos
que novos sóis imaculam.

Este sede origina busca,
esta busca nova sede dá.
Na nova estrada até o novo pirilampo ofusca.
Está na hora de partir, vamos já!

Outubro 25, 2009

Amigos especiais e tão meus

Amigos especiais e tão meus

Amigos especiais e tão meus,
sois sóis nas minhas tempestades,
sonhos nas minhas verdades,
sois o canto que só a beleza do silêncio realmente prepara,
como o nascer de uma nova vida numa alma agraciada por Vós.

Sois a saudade do futuro,
num sorriso de verdade despido de passado,
encarando ora lúcido,
pelo quente ou pelo frio,
o presente que nos surpreende ou não,
pelo que quer que seja emoção.

Sois tudo menos vazio, e por isso não, não choro, eu rio!
E gostava de poder gritar sem acordar ninguém da sua doce ignorância,
porque com a minha eu mal posso.

Mas com Amigos que pensam,
como tribo que procura a Terra Prometida,
ninguém irá parar.

Palavra de poeta!


Autor anónimo 20ABR2007

Eu, por dentro de mim.

Eu, por dentro de mim.

Moro sozinho dentro de mim e no entanto vivo num palco, onde entro baixinho, de salto alto e coro tanto que me rio da minha própria lividez!

Perco-me de cada vez, no meio de tantas pessoas que sou e por enquanto não deixo de ser todas elas, porque vou assim, morando sozinho dentro de mim e caminhando nesta ida sem fim..

Por vezes perco-me por dentro de mim, e de tantas voltas que dou nesta multidão que sinto que sou, volto outro, ou quase não volto, ou mesmo nem saio.

Embalado neste monólogo com cheiro de ensaio, vou quebrando e construindo casulo a casulo, e por vezes num pulo, descubro-me por fim!

Sou assim um aprendiz de ladrão de vidas, na raiz de um parasita das almas que, qual matriz de mim, imagino talvez que, na plateia me enfrentam.

E vou enfim rindo e vivendo assim, por fora da vida e por dentro de mim.

(sob motes da minha amiga Tânia) 21 Junho 2007

Outubro 14, 2009

Neblina

Sempre mais um dia

nesta triste melancolia,

de quem vê os dias a passar

sem nada fazer para os apanhar !

Passam por mim como sombras

de um passado que é presente

e se irá repetir no futuro...

.

Chega !! Tenho de parar!

Tenho de conseguir!

Tenho de me levantar!

Só assim conseguirei morrer,

pois quem não sabe viver,

nunca o irá fazer....

.

Sinto que começo a sentir

outra vez, finalmente

tento aproveitar o momento,

mas ele tenta sempre fugir.

Mas agora já vou a correr

para a ti não te perder...

Mas todo eu sou ferrugem

já não me consigo lembrar,

o que fazer, o que pensar...

Para contigo conseguir estar..

.

Embora não o saibas,

peço-te paciência, por favor.

que por mim consigas esperar,

pois é por ti que me quero apaixonar.

Setembro 01, 2009

O despertar

Finalmente....
Por fim encontrei a coragem que necessitava....
Para romper as amarras que me prendiam,
aquele cais que lentamente, se afundava.
Olho para o futuro com esperança,
após magoar quem mais me amava...
Não tenho esperança disto ou daquilo,
apenas a certeza da felicidade inocente,
que como jovem que sou, sei que irei encontrar,
pois jovens são os idealistas, que querem um Mundo diferente,
e eu a eles, me voltei a aproximar.
E sem as correntes que levavam aquele que está no fim do mar
e que nas noites de breu se ergue a voar,
posso eu sonhar livremente e, voltar a amar, a liberdade.
Encho os pulmões como se fosse a primeira vez,
Abro os olhos e vejo, vejo cores e emoção.
Sei que já nada me pode parar,
nem a morte sequer o irá procurar.
Parto sem rumo ou direcção,
mas sei onde quero chegar.
Tornar o Mundo um lugar melhor,
e sei que difícil é não tentar,
Pois hoje empurrei o chão,
com uma simples flexão,
e tive a consciência que alterei a rotação,
do nosso sistema solar.

Julho 27, 2009

Orgulho no futuro ou Zacatráz em 3 Actos

Amigos, Famílias, Comunidades, Camaradas,
na luz as trevas ao redor de nós.
Sem alma o rombo rouco de um predador faz-nos mais fortes,
e daqueles que testaste ferir e não levaste
nossos príncipes de luz.
Na grandeza do seu reino, nosso serviço,
conceder-te-ão o perdão brilhando de novo e sempre.

Comunidades, Famílias, Amigos, Camaradas,
no silêncio o grito desperta-nos os sentidos.
Nas sombras se acoitam os que se afoitam agora
de vestes falantes e de luz nenhuma.
Terrestres interesses veremos de longe,
e se é perto o momento só tão certo o tento,
fujam mil horrores da fúria do monge que serviu senhores
de mil guerras e andores.

Camaradas, Comunidades, Famílias, Amigos,
na imensidão de um silêncio que não nos abate,
em especial aos que sofrem sem culpa,
só um enorme zacatráz, tráz, tráz,
deixa o passado para trás,
olha o presente de frente,
e se orgulha no futuro como toda a gente.

17/1967

Julho 03, 2009

... e estamos de volta ...

... olá ... truz! truz! truz! ... ... ...

... está por aí alguém?

... escuto... ... ? ...

17/1967