tempestade
Arrastado pelas correntes
do destino, quiçá do amor...
Agarro-me com unhas e dentes
num esforço desumano
para não me afundar.
Cravo-me na tábua da salvação
para não extraviar o coração!
Entranha-se na minha pele,
o sal, deste destemido mar
onde vim procurar a redenção...
para te poder amar!
A brisa sopra como a tempestade
as ondas medem mais que o normal
e eu, sozinho, perdido e com curiosidade
para saber quem sou...
e principalmente para onde vou...
Foge-me o destino entre os dedos
como se fosse água do mar
(daquele que me quer matar)
Não sei para onde ir,
nem de quem ando a fugir....
só sei que dói....

1 Comentários:
o poeta tem sempre tantas perguntas sem resposta...será que algum dia desespera?
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