rascunhos

Páginas soltas de um caderno queimado á beira mar por três MENINOS que se alimentam DA LUZ...

junho 04, 2008

tempestade

Arrastado pelas correntes
do destino, quiçá do amor...
Agarro-me com unhas e dentes
num esforço desumano
para não me afundar.

Cravo-me na tábua da salvação
para não extraviar o coração!
Entranha-se na minha pele,
o sal, deste destemido mar
onde vim procurar a redenção...
para te poder amar!

A brisa sopra como a tempestade
as ondas medem mais que o normal
e eu, sozinho, perdido e com curiosidade
para saber quem sou...
e principalmente para onde vou...

Foge-me o destino entre os dedos
como se fosse água do mar
(daquele que me quer matar)
Não sei para onde ir,
nem de quem ando a fugir....
só sei que dói....

1 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

o poeta tem sempre tantas perguntas sem resposta...será que algum dia desespera?

11:25 a.m.  

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