Rascunho
Rascunho que me desunho em sentido figurado, qual génio maltratado não deito nada fora.
Não leias, não creias, ‘bora escrever como um acto de amor extinto de quase tudo, fora a saudade, muito embora o que pressinto seja a vida turva em mim.
E recurvo-me assim na claridade obscura de um princípio sem fim.
Precipito-me enfim, só, no meio da multidão, em sobrevivência de ficção e não dou nem aceito qualquer lição.
Para má sorte só a morte por ciência, e como Norte a violência de morrer sem matar de novo.
Escuto o silêncio que ilumina a gruta desta alma banal, e fico "passado", presente e futuro, sem saber o que procuro no que fiz sem prever, como quem diz sem escrever, remoendo por um triz quase impuro este ávido prazer.
Rascunho que me desunho e não deito nada fora, muito embora nem de dentro, não me lembre de deitar.

1 Comentários:
hehehe (este "rascunho" ainda irá levando uns ajustes graduais... à medida que o for relendo hihihi)
um zacatráz para ti!!!
17de67
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