Eu, por dentro de mim.
Eu, por dentro de mim.
Moro sozinho dentro de mim e no entanto vivo num palco, onde entro baixinho, de salto alto e coro tanto que me rio da minha própria lividez!
Perco-me de cada vez, no meio de tantas pessoas que sou e por enquanto não deixo de ser todas elas, porque vou assim, morando sozinho dentro de mim e caminhando nesta ida sem fim..
Por vezes perco-me por dentro de mim, e de tantas voltas que dou nesta multidão que sinto que sou, volto outro, ou quase não volto, ou mesmo nem saio.
Embalado neste monólogo com cheiro de ensaio, vou quebrando e construindo casulo a casulo, e por vezes num pulo, descubro-me por fim!
Sou assim um aprendiz de ladrão de vidas, na raiz de um parasita das almas que, qual matriz de mim, imagino talvez que, na plateia me enfrentam.
E vou enfim rindo e vivendo assim, por fora da vida e por dentro de mim.
(sob motes da minha amiga Tânia) 21 Junho 2007
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