Amar como um tolo
Dar como um todo,
Amar como um tolo.
Investir desinteligentemente na irritação do silêncio,
e na cobardia de fugir ao diálogo, na auto ilusão da dureza de personalidade.
A pureza da verdade dos sentimentos, que emoções, de verdade têm de tudo, menos razões.
Personalidade não é doença nem tormento entre dois pólos,
é pertença, se saudável, qual constância no silêncio entre dois rasgados solos.
Amar como um tolo, é deixar o chantilly e consumir o espaço vazio do centro do bolo.
Amar como um tolo, é esconder na irritação do silêncio, o exorcismo da dor.
Pois a mim já me não dói tudo aquilo que me mói,
pelo lado da razão, as coisas do coração.
Serei trigo, farinha e pão e por mim vou matar fome.
Talvez assim ainda veja um sorriso de criança,
entregue à fria matança,
de uns pais sem confiança,
que em desamor e vingança,
desistam de o ver nascer.
Renasço assim moribundo,
revoltado, furibundo,
iludido, mas no fundo,
feliz sim, mas noutro mundo.
Amar como um tolo,
Dar como um todo,
Tudo o que tinha para dar.
Enfim,
fico bem assim.
0 Comentários:
Enviar um comentário
<< Página inicial