rascunhos

Páginas soltas de um caderno queimado á beira mar por três MENINOS que se alimentam DA LUZ...

setembro 09, 2006

Amar como um tolo

Dar como um todo,
Amar como um tolo.

Investir desinteligentemente na irritação do silêncio,
e na cobardia de fugir ao diálogo, na auto ilusão da dureza de personalidade.

A pureza da verdade dos sentimentos, que emoções, de verdade têm de tudo, menos razões.

Personalidade não é doença nem tormento entre dois pólos,
é pertença, se saudável, qual constância no silêncio entre dois rasgados solos.

Amar como um tolo, é deixar o chantilly e consumir o espaço vazio do centro do bolo.

Amar como um tolo, é esconder na irritação do silêncio, o exorcismo da dor.

Pois a mim já me não dói tudo aquilo que me mói,
pelo lado da razão, as coisas do coração.

Serei trigo, farinha e pão e por mim vou matar fome.

Talvez assim ainda veja um sorriso de criança,
entregue à fria matança,
de uns pais sem confiança,
que em desamor e vingança,
desistam de o ver nascer.

Renasço assim moribundo,
revoltado, furibundo,
iludido, mas no fundo,
feliz sim, mas noutro mundo.

Amar como um tolo,
Dar como um todo,
Tudo o que tinha para dar.

Enfim,
fico bem assim.