Os grandes príncipios são assim
Há sempre um som quando se escreve,
se se deve ou não,
se se ama, se se odeia,
e,
ou se diz ou se rodeia,
ou se chora, ri ou não.
Há sempre um rasgo de demência que nos despe a mão e veste a alma.
Que pena tenho de não ter calma,
para ter a pena nua, de tudo em mim,
e a alma quase crua,
de quase tudo … enfim.
Há sempre um canto em cada mente,
quando se sente, sem mentir,
tudo aquilo que se escreve.
Se há algum segredo…
só no ritmo,
qual batente,
e na dor qual combatente,
com coragem sem pudor,
nem juízo por se expor.
Também confesso, nem preciso.
Nesta era de fraqueza,
de massacres e horrores,
são mais as prosas às dores,
do que os versos à beleza.
No fundo, no fundo,
fica o som e o eco em meio segundo no silêncio que repenso.
Será um vislumbrar do fim?
O canto que todos sabemos e sonhamos não cantar?
Seja lá o que for, aqui fica e vai ficar, para alguém menos para mim.
Sempre mais perto do fim,
os grandes princípios são assim…
0 Comentários:
Enviar um comentário
<< Página inicial